PROFESSORA DA UFOB PUBLICA ESTUDO SOBRE EFICIÊNCIA NA CAPTAÇÃO DE ENERGIA SOLAR


Talvez você não saiba, mas também é papel das Universidades Federais fomentar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a inovação nas cadeias produtivas de Energia, visando fortalecer a competitividade e aumentar a diversificação da matriz elétrica, garantindo segurança e eficiência energética para o país. E é exatamente isso que está sendo feito no Centro Multidisciplinar da UFOB, em Bom Jesus da Lapa.

Lá, a professora e pesquisadora Nuccia Carla Arruda de Sousa orienta o projeto de iniciação científica “Modelagem de células fotovoltaicas com ferramentas computacionais - Influência da temperatura na densidade de corrente e na mobilidade dos portadores de carga”. Com o auxílio do estudante Jonathas Samuel Tavares, ela redigiu um artigo científico de grande interesse para especialistas em semicondutores e energia solar. O estudo comparou o funcionamento das células fotovoltaicas, que transformam calor em energia elétrica, submetendo-as a diferentes graus de temperatura.

O trabalho foi publicado na Revista Brasileira de Ensino de Física (RBEF), uma publicação de acesso livre da Sociedade Brasileira de Física (SBF) voltada à melhoria do ensino de Física em todos os níveis de escolarização. Nele, os pesquisadores trabalham com um modelo simples para avaliar a influência da temperatura e da intensidade luminosa na eficiência das células fotovoltaicas.

Uma célula solar, ou célula fotovoltaica, é um dispositivo que converte a energia da luz do Sol diretamente em energia elétrica através do efeito fotovoltaico. A professora Nuccia explica que o estudo focou basicamente na análise do funcionamento das células fotovoltaicas fabricadas com silício quando submetidas a altas temperaturas, demonstrando que temperatura excessiva não significa maior potencial na conversão em eletricidade.

A pesquisa relacionou o modelo de aquisição dos resultados em temperatura ideal de funcionamento, 20°C a 28°C, e confrontou os resultados com temperatura local entre 25°C a 35°C, em região com usina fotovoltaica em operação no Oeste da Bahia. “Na análise da influência de temperaturas acima do grau nominal de operação da célula, verificou-se que a mobilidade de portadores de carga causou uma mudança considerável na densidade de corrente de saturação reversa, afetando substancialmente a eficiência do dispositivo fotovoltaico”, relata a docente.

A energia solar, captada por painéis de silício, é apontada como uma das melhores alternativas para diminuir a dependência dos sistemas convencionais na produção de eletricidade. Sendo assim, o conhecimento sobre o funcionamento e o modo ideal de operação desses painéis é fundamental para a implantação de usinas em comunidades remotas.

O modelo utilizado apresentou uma boa aproximação da realidade, permitindo a análise das limitações da célula de silício em regiões de altas temperaturas. Não se deve relacionar calor com alta radiação solar. Na verdade, as células solares são mais eficientes em temperaturas amenas. Logo, projetos para novas tecnologias e modelos para o desenvolvimento com novos materiais são promissoras”, afirma.

Potencial da região

Incidência solar elevada, áreas disponíveis com preço competitivo e topografia favorável para implantação de novas usinas são só alguns dos diferenciais que colocam a Bahia na liderança da atração de projetos de geração de energia fotovoltaica. Só para citar um exemplo, com um investimento de R$ 244,4 milhões nas Centrais Fotovoltaicas São Pedro II e IV (54 MW), a Atlas Renewable Energy inaugurou, em janeiro desse ano, seu primeiro complexo solar no Brasil. As usinas ficam em Bom Jesus da Lapa, no Oeste da Bahia, e têm capacidade de produção de mais de 150 GWh em um ano. Essa energia pode abastecer anualmente 82 mil residências. Juntas, as centrais possuem mais de 204 mil painéis solares em uma área de 150 hectares, que equivale a 210 campos de futebol.

Recentemente a mesma empresa anunciou o início das obras do complexo Sertão Solar Barreiras (117 MW), também no Oeste. O projeto já está em execução em uma área de 300ha localizada na Serra da Bandeira, a seis quilômetros do aeroporto.


Ascom.UFOB

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