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23 de fev de 2018

DETECTADO PRIMEIRO CASO DE AMEBA QUE "COME CÉREBROS"


CDC - CENTRO DE CONTROLE DE DOENÇAS DOS ESTADOS UNIDOS

Os EUA registaram 129 casos entre 1962 e 2013, e só duas pessoas sobreviveram. Acredita-se que a ameba tenha chegado à Argentina devido às alterações climáticas globais

Uma criança de oito anos morreu na Argentina depois de contrair a Naegleria fowleri, conhecida como a ameba que "come cérebros" por destruir o tecido cerebral. É a primeira vez que um caso de morte provocada por este parasita é detetado no país, segundo o jornal "Clarín".

De acordo com a publicação, que cita especialistas que garantem que se tratou "de um caso isolado" e afastando a hipótese de uma epidemia no país, a criança contraiu a ameba em fevereiro de 2017, quando nadava numa lagoa próxima à província de Junín, localizada a 320 quilómetros de Buenos Aires. O menino teve febre, dores de cabeça e vómitos.

A criança também apresentou fotofobia e sintomas de meningite - inflamação das membranas que protegem o cérebro, e morreu sete dias depois.

Na altura, o caso foi relatado no boletim epidemiológico local, mas só foi divulgado na última semana pela Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas.

A doença tem um alto grau de mortalidade. Os EUA registaram 129 casos entre 1962 e 2013, e só duas pessoas sobreviveram.

Uma fonte do "Clarín", Sixto Raúl Costamagna, ex-presidente da Associação Parasitológica da Argentina, acredita que a ameba tenha chegado ao país devido às alterações climáticas globais.

"Pequenas variações de temperatura produzem modificações nos ciclos dos parasitas", disse.

A Naegleria fowleri é frequentemente encontrada em água doce, como lagos, rios e nascentes de água quente. O parasita nada livremente e, em geral, entra no corpo pelo nariz, enquanto as pessoas nadam ou mergulham. Se chegar ao cérebro, causa uma infeção devastadora.

Os sintomas iniciais costumam aparecer dentro de um a sete dias e podem incluir dor de cabeça, febre, náusea e vómitos, como aconteceu com a criança argentina.

A doença progride rapidamente, e outros sinais comuns são rigidez no pescoço, confusão mental, perda de equilíbrio, convulsões e alucinações.

Além disso, a infeção destrói o tecido cerebral e pode causar edema (acúmulo de líquido) e a morte.

Fonte: Diário de Notícias

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