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A declaração do Ministro da Saúde de implantar em todo o Brasil o cadastramento biométrico para os médicos que trabalham na rede pública, causou uma série de polêmicas. Esse recadastramento possibilitaria um controle mais intenso sobre a atividade médica no país e tem com objetivo acompanhar o trabalho dos profissionais da medicina. 

Porem o ilustre engenheiro Ricardo Barros esquece que o problema não está apenas na presença ou não do médico em seus postos de trabalho, mas sim na inexplicável e criminosa falta de equipamentos, instrumentos, leitos e requisitos fundamentais para a pratica médica. Verbas atrasadas ou insuficientes ou irrisórias que não equipam os hospitais, os postos de saúde com a devida urgência ou necessidade. 

Que existem profissionais da saúde que no momento da consulta nem olham para os olhos do paciente que deveria ser examinado isso é verdade. E que preenchem um fixa e receitam o que lhe convém ou parece mais provável, também acontece. Centenas de pacientes reclamam desses profissionais sem compromisso que se esquecem de seu juramento e se tornam desumanos e inconsequentes. Porem não são todos, são apenas alguns que destoam dos propósitos e dos princípios da medicina. A maioria deles luta diariamente para manter a vida e a integridade física de seus pacientes, sem se preocuparem com sua cor, raça, religião ou condição social. E muitas vezes senhor Ricardo Barros sem os equipamentos que seu ministério devia se preocupar em equipar. 

Se pertence resolver os problemas cruciais da saúde brasileira, procure equipar os hospitais e os postos de saúde com tudo que é necessário para que funcionem de verdade. Depois sim, cobre dos médicos com estremo rigor seu comportamento funcional. Exija que trabalhem e que produzam e não permita que postos de atendimento não tenham médicos presentes para atender o povo. 

Que seja então com o dito recadastramento biométrico, mas antes faça o favor de dar condições reais para que possam trabalhar. Mesmo porque, tanto na medicina quanto em sua área de conhecimento como engenheiro civil, existem pessoas e pessoas. Gostaria de ver o senhor construir umprédio sem equipamentos e sem os materiais disponíveis e necessários. Como cobrar dos médicos que salvem vidas sem lhe dar os instrumentos capazes de fazer com que isso de fato aconteça? Propõe um milagre ou simplesmente está querendo justificar a incompetência do seu ministério colocando a carroça na frente dos bois.

Em Barreiras quem esteve por qualquer momento nos hospitais Eurico Dutra ou HO e se preocupou em acompanhar o trabalho dos médicos e atendentes da luta constante da tentativa de salvar vidas entende muitobem do que estou transmitindo. 

Em qualquer área existem profissionais competentes ou irresponsáveis, afinal nenhum sistema é completamente perfeito. Porem na medicina cuja área de conhecimento e o próprio tempo de formação exigem inúmeros anos de teoria e prática que por sinal não acabam no ultimo dia do curso porque a medicina no mundo todo evolui diariamente, os médicos lutam sistematicamente para restabelecer a saúde e salvar vidas. Porem precisa não apenas de controle biométrico, mas de equipamentos para poderem alcançar seus objetivos. 

Em resumo: Só se pode cobrar resultados se concedermos os instrumentos necessários para que isso aconteça. Senão, tudo que acontecer será apenas um milagre. 

A crônica de hoje é dedicada aos profissionais do Centro POP, ao amigo Galego do Material de Construções Bandeirante e ao amido irmão Mario do Supermercado Barreiras. 

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