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O que ouvimos, assistimos e comentamos durante os últimos meses na mídia diz respeito à corrupção que impera no Brasil. Nas camadas sociais mais altas e nos organismos mais poderosos do poder. Esse osso que o jornalismo está roendo diariamente porque afinal de contas é a bola da vez. 

Um assunto que vem desde o Império e que está encalacrado na cultura brasileira, no famoso jeitinho brasileiro e na terrível concepção de que o achado não tem dono. 

O brasileiro não inventou a corrupção poremdeu um sentido muito mais amplo no vicio de burlar a Lei e de levar vantagem em tudo. De chegar à frente, de furar as filas e não dar oportunidade no trânsito. Até de não devolver o troco que foi dado a mais.

Vão longe nossas ações corruptas e corriqueiras até no momento de desrespeitar a sinalização de trânsito, de estacionar em local proibido, de furar o sinal e de estacionar em fila dupla. 

Tão aparentemente simplórias e despropositadas como jogar lixo nas ruas, seja um bolinho de papel ou um toco de cigarro. Coisas pequenas e hábitos aparentemente minúsculos sem que em momento nenhum aceitássemos que se todos fizessem o mesmo ao mesmo tempo viveríamos na mais incontrolável das imundices. 

Nas grandes cidades as enchentes causadas pelas chuvas torrenciais acontecem com maior intensidade, porque os bueiros e as bocas de lobo estão entupidos de detritos. Um resultado imediato de tudo que jogamos irresponsavelmente no chão. 

A corrupção pode ser pequena, média ou grande, mas jamais deixa de ser um crime. O roubo pode ser de um centavo ou de um milhão, mas será roubo sempre, será apropriação indébita em qualquer concepção. 

Hoje nos escandalizamos com as noticias da Lava Jacto, mas não pensamos o quanto nosso comportamento de origem evoluiu a ponto de prejudicar toda a nação. Quanto dinheiro foi sonegado para a saúde e para educação e quantas pessoas poderiam ter sobrevivido se o sistema não fosse tão passível de corrupção. Quantas escolas públicas poderiam oferecer ensino de qualidade e quantas crianças poderiam ser mais preparadas para o futuro. 

Essa grande corrupção nos incomoda muito, mas suas origens foram semeadas há muito tempo e ainda fazem parte no cotidiano da grande maioria dos brasileiros e de sua mania de levar vantagem em tudo. 

Vamos, pois deixar a hipocrisia de lado e pensar que para combater a corrupção instalada no país, devemos fazer em primeiro lugar uma reflexão sobre o nosso próprio comportamento. Nossos pequenos deslizes que se não forem contidos irão virar uma imensa bola de neve e contribuir para que o Brasil seja o quarto país mais corrupto do mundo. 

E fica aqui uma única pergunta: Quando você na condição de eleitor vota em um candidato a qualquer cargo político pensa em beneficio de si próprio ou no contexto geral do seu município, do seu estado ou do seu país? 

Quando eleito esse politico tomar a decisão mais contraditória possível sobre a utilização do erário público, você será apenas seu cumplice. Aquele que não viu nenhum problema em dar um voto irresponsável ou jogar no chão um toco de cigarro que somado a tantos outros entupiu as bocas de lobo e causou uma enchente. 

Pequenos vícios geram grandes problemas.

A crônica de hoje é dedicada a todos aqueles que reconhecem sua imperfeição e que procuram a todo o momento serem melhores do que foram ontem.

Colunista Guto de Paula / Tv Web Barreiras.

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