COREIA DO NORTE ANUNCIA QUE ESTÁ PREPARADA PARA ATACAR OS EUA SE TRUMP USAR FORÇA MILITAR CONTRA SEU TERRITÓRIO. - Tv Web Barreiras

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14 de abr de 2017

COREIA DO NORTE ANUNCIA QUE ESTÁ PREPARADA PARA ATACAR OS EUA SE TRUMP USAR FORÇA MILITAR CONTRA SEU TERRITÓRIO.


Governo da Coreia do Norte anuncia que está preparado para atacar os Estados Unidos se Donald Trump usar força militar contra seu território. A tensão é crescente, assim como o medo de um conflito armado na região.

Apenas uma semana depois do bombardeio americano sobre uma base aérea na Síria, outro foco de tensão preocupa o mundo. Os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte elevaram o tom do conflito histórico que coloca os dois países em lados opostos desde a Guerra Fria, deixando em alerta máximo os organismos internacionais. O agravamento do conflito começou no sábado 8, quando os EUA determinaram o envio para o Pacífico Ocidental do grupo aeronaval USS Carl Vinson.

Foi uma clara demonstração de força do presidente americano, Donald Trump, diante das ameaças crescentes do ditador norte-coreano Kim Jong-un de atacar aliados americanos na região – Coreia do Sul e Japão – ou o próprio território americano. Na segunda-feira 10, Jong-un afirmou, por meio da chancelaria de Pyongyang, a capital norte-coreana, que sua administração estaria pronta para o enfrentamento. “Nós responsabilizaremos os EUA pelas consequências catastróficas implicadas por suas ações ultrajantes”, disse um porta-voz. “Se os EUA ousarem escolher uma ação militar, clamando por um ataque preventivo ou a eliminação de instalações, a República Popular Democrática da Coreia estará pronta para reagir a qualquer modo de guerra almejado pelos EUA.”

Ao longo da semana, as tensões alcançaram o ponto máximo. Imagens de satélite teriam captado movimentações na base de testes nucleares de Punggye-ri, aumentando o temor de que o país estivesse preparando um ataque. A precaução era ainda maior porque o governo norte-coreano preparava para o sábado 15 a celebração pelo 105º aniversário do nascimento de seu fundador, Kim Il-Sung, morto em 1994.


A Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles”Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Nessas ocasiões, tornou-se tradição na ditadura coreana apresentar ao mundo sinais de força de seu poderio bélico. O país tem um importante programa de armas nucleares e é o que tem maior número de sanções devido a testes atômicos. Assusta o mundo também que o arsenal esteja à disposição de um ditador imprevisível e determinado ao isolamento.

O governo japonês manifestou sua preocupação na manhã da quinta-feira 13. O primeiro-ministro, Shinzo Abe, afirmou que a Coreia do Norte teria capacidade de lançar em direção ao Japão mísseis carregados de gás sarin, o mesmo usado pelo governo de Bashar Al-Assad, na Síria, contra bases militares controladas por rebeldes naquele país. Trata-se de uma intimidação particularmente sensível à potência oriental. Em 1995, o gás foi a arma usada em um ataque no metrô de Tóquio pelo grupo de fanáticos religiosos Aum Shinrikyo. E no mês passado a Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos a cerca de 1 mil quilômetros de distância. Três deles caíram em águas que o Japão reivindica como sua zona econômica exclusiva.

Pressão

A frágil situação geopolítica no Pacífico é agravada pela posição da China, único aliado da Coreia do Norte na região, e de quem a ditadura asiática é dependente economicamente. A potência chinesa, no entanto, vem sendo pressionada pelo presidente Donald Trump para retirar seu apoio. “A Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!”, escreveu Trump no Twitter na semana passada.

O governo de Pequim se mantém contrário à imposição de força sugerido por Washington. “A força militar não pode resolver o assunto”, disse o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Apesar da clara divergência em relação à Coreia do Norte, China e Estados Unidos trabalham para intensificar suas relações comerciais, o que pressiona os dois países a não adotarem medidas mais duras entre si. Essa é uma das circunstâncias que acabou isolando a Rússia, que até então vinha sendo apoiada pela China na postura de não condenar o regime sírio de Bashar Al-Assad. O governo de Vladimir Putin vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU condenando o ataque com armas químicas na Síria há duas semanas. A China, pela primeira desde o início da guerra civil no país árabe, em 2011, se absteve.

A mãe de todas as bombas 

Os Estados Unidos lançaram na manhã da quinta-feira 13 a sua bomba não nuclear mais potente. Foi a primeira vez na história que Washington usou a arma, chamada de “a mãe de todas as bombas”. Ela foi jogada sobre as montanhas da província afegã de Nangarhar, no Afeganistão, na fronteira com o Paquistão, território onde existem túneis que servem de abrigo para os extremistas do Estado Islâmico.

A arma (na foto ao lado) é a GBU-43 e foi despejada sobre a região às sete horas da manhã, horário local. Ela tem mais de dez toneladas e foi desenvolvida pelo governo americano com o objetivo de ser usada na Guerra do Iraque.

O nome pelo qual ficou conhecida é uma alusão à frase do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, logo no início da Primeira Guerra do Golfo (1990/1991), conflito entre seu país e uma coalizão internacional de nações liderada pelos Estados Unidos. Na ocasião, Saddam afirmou que aquela seria a “mãe de todas as batalhas”.

Fonte: Isto É

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