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As questões de gênero que no final do ano passado movimentaram os assuntos discutidos na Câmara Municipal arrefeceram. Ninguém mais se interessa pelo assunto, afinal não estamos em um ano político e ocupar espaço na Tribuna Popular para discutir algo tão polêmico não causa mais nenhum beneficio pessoal. 

Essa discussão acirrada que movimentou a sociedade foi capaz de eleger vereadores e derrotar muitos outros, mas agora, por não ser mais conveniente os políticos de plantão estão em silêncio. 

A grande discussão em que professores teriam que ser os responsáveis pelo comportamento de seus alunos quanto às referidas diferenças e doutrina-los para que os supostamente normais respeitassem as preferencias dos considerados anormais ou diferentes, ficou vazia em stand bay. 

Ou seja, qualquer outra coisa parecida com isso. Porque no meu entender pessoal esse assunto de ideologia de gênero, em profunda reflexão é simplesmente bizarro e despropositado. Mera plataforma para evidenciar opiniões e gerar outras em contrário. 

Os professores de um modo geral já lidam e convivem com essas diferenças em salas de aula por todo o tempo. Tentam promover o equilíbrio e a harmonia dentro da sala de aula. 

Professor responsável tem a capacidade de ministrar conhecimento das disciplinas básicas. E para por ai. Pois a educação tem que nascer em casa. No seio da família é que se aprende o bom dia, muito obrigado, sim senhor ou sim senhora no tratamento com os mais idosos. Mesmo porque a boa educação é capaz de conservar os dentes. 

A grande realidade é que a criança nas séries iniciais está em formação. Tudo que houve ou vivencia fica registrado. Acumulando experiência pelas inúmeras informações que hoje são muito mais consistentes, pois o acesso à internet é avassalador. Que se dirá ainda de estabelecer uma cartilha cujo contexto e objetivo seria essa tal Ideologia de Gênero. Para meu entendimento pessoal seria mexer em um vespeiro.

As crianças convivem com essas diferenças. Aprendem a conviver com elas quando trazem de casa os bons costumes ensinados pelos pais ou pelo convívio no ambiente familiar. Ou seja, se lá existe preconceito, esse conceito vai para a sala de aula e não será nunca o professor que será o responsável para mudar essa situação. 

Na realidade essas crianças em sua grande maioria não acreditam mais em Papai Noel nem em Coelhinho da Páscoa e alguns se aprofundam ainda mais nas questões sociais e já chegam à escola com conhecimento de senso comum que supera em algumas situações muitos conhecimentos de seus próprios professores. 

Essa discussão sobre o “sexo dos anjos”, sobre diferenças de cor, raça ou fé vai existir sempre. Sem necessidade de uma cartilha doutrinadora. Como diz Jabor: “Amor é um, sexo é dois”. E dai? Vai contestar?

A verdadeira questão é que nesse mundo machista a mulher também é diferente por natureza e por essa razão tem que ter salario menor, oportunidades inferiores e confiança discutível. Mas a Lei propaga que os direitos são iguais, quando na realidade são diferentes. Quando isso irá mudar? Por força da Lei ou por finalmente acontecer no coração, no sentimento dos homens? Dos que fazem a Lei, ou dos que exercitam e dizem respeitar ela.

Mas o mundo está em movimento constante e a união entre sexos iguais está acontecendo por força e por disposição da própria Lei. Coisa que religiões não aceitam e que os preconceituosos fazem disso assunto preferido. 

Existem os que defendem e os que contra atacam mais não conheço nenhuma mãe, nenhum pai que faz uma oração para seu filho ou filha nascer gay. Lidar com as diferença é coisa muito séria, muito complexa e suas origens são estritamente pessoais. Mesmo porque são escolhas pessoais que a Lei que propaga direitos iguais deveria e deve proteger. 

Mas em Barreiras apreocupação local deveria acontecer na saída da cidade em um determinado posto de combustível de conhecimento público onde crianças estão sendo restituídas e não vejo nenhuma ação protetora do Conselho Tutelar, da Promotoria Pública ou da própria Justiça para impedir essa barbárie. 

As diferenças existem e sempre irão existir, tanto quanto os preconceitos, as hipocrisias, as corrupções e a própria ausência ou falta de conhecimento das origens religiosas. “

Pois segundo a Bíblia Deus disse: “Amai-vos uns ao outros, com eu vos amei.

Será que se isso acontece? Duvido!

A crônica de hoje é dedicada ao Professor João Rocha, ouvinte assíduo do trabalho dessa emissora de rádio e ao amigo Francisco do Lava Jacto Papaléguas e a todos os que respeitam as diferenças. 

Boa Tarde!

Colunista Guto de Paula / Tv Web Barreiras.

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