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Polícia Militar recebeu informação anônima por volta das 12h 30 de ontem (11), sobre a existência de um carro abandonado na Praça principal da cidade de Wanderley/BA, nas proximidades da igreja católica. Uma guarnição comandada pelo Cabo/PM Evando Soares de Souza foi ao local e constatou que se tratava do veículo Chevrolet/Prisma, de cor prata, de placa policial PJO8048, usado por Orlando Bezerra de Lima, na prática do homicídio tentado contra o agiota Josemar da Silva, de 41 anos, conhecido popularmente por “Mazinho” e no homicídio do bombeiro Ademon Gomes de Santana, de 46 anos. Crimes ocorridos na noite de segunda-feira, 09, na Praça Sabino Dourado, bairro Barreirinhas, em Barreiras/BA.


No carro havia uma pochete com dinheiro e uma carteira de bolso com documentos de Orlando, que supostamente fugiu ao avistar os policiais. O Prisma foi trazido para Barreiras e apresentado no complexo policial do bairro Aratu, onde será periciado.


De acordo com o delegado Yves Silva Correia, dois advogados conversaram com a delegada Marineide Pires, titular da DHPP, para interpelar sobre a apresentação espontânea de Orlando na delegacia local. ”É melhor que ele se apresente. O cerco está fechado e sua situação ainda é de flagrante delito, tendo em vista que, não interrompemos as diligências desde o dia do crime”, comentou o delegado.


Marineide declarou que o atirador contratado para matar “Mazinho” ainda não foi identificado. As investigações apontam que ele estava como passageiro do Chevrolet/Prisma, que era dirigido por seu contratante.

Em entrevista ao repórter Flávio Lima (Rádio Barreiras) na manhã de hoje (12), a esposa de Orlando, a dona de casa Josina Antonia Bezerra Lima, desesperada, fez um apelo para que ele se apresente à polícia. “Ele tem problema de pressão alta e está sem remédio, sem dinheiro e eu não quero que ele passe fome”, revelou aos prantos.

Josina disse ainda que o agiota visitava diariamente seu marido para cobrar os R$ 70 mil reais, que tinha emprestado a ele, e passou parte da noite na porta de sua residência no dia do homicídio, querendo receber o dinheiro. A mesma acredita que o desespero provocado pelas insistentes cobranças induziram seu esposo a praticar o crime.

Fonte: Alô Alô Salomão

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