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A proposta de aumento de salários do legislativo está tomando conta da opinião pública na cidade. Isso está acontecendo em outras cidades com movimentos e manifestações de maior ou menor intensidade.

O que precisa se considerar é que existe uma lei maior que rege situações dessa natureza e que cabe ao Ministério Público tomar uma posição em defesa de manter a proposta ou de não aprovar essa medida que em primeiro momento é completamente impopular.

Fala-se em percentuais considerados abusivos porem muito poucos conhecem o teor do documento protocolado no expediente da Câmara. Muito menos das justificativas que propõem esse aumento. 

De meu conhecimento pessoal a síntese desse documento propunha sim um aumento de salários para vereadores e secretários e uma diminuição nos salários do vice e do prefeito. Porem trata-se de uma emenda ao projeto delei que propunha aumento de salários. Ainda com alegação de um proposto enxugamento da folha de pagamento do Executivo que projetava uma economia próxima a um milhão de reais. 

Essa emenda não foi colocada em votação porque é preciso votar o Projeto e depois as emendas, seguindo a ordem natural das coisas. 

No entanto esse até então era o que eu pessoalmente conhecia dessa proposta. Isso sem estar de acordo ou contra a ela. Acredito que uma medida dessa natureza em um país em crise financeira e política, qualquer medida ou proposta dessa natureza se torna inexoravelmente impopular. 

Mesmo que um grupo de legisladores esteja organizado para propor emendas conciliatórias para amenizar o Projeto Inicial de aumento de salários para legisladores. 

Minha reflexão pessoal como cidadão foi a de analisar que ao se propor redução de salário para prefeito que se for atuante trabalha de segunda a segunda-feira por mais de dez horas diárias e aumentar salario de vereador que comparece por duas vezes na semana por quatro ou cinco horas, muitas vezes apenas observando o movimento do plenário é algo despropositado e cabe sim uma impopularidade sem limites.

Porem como disse antes existe uma Lei maior e segundo meu parco entendimento os aumentos corretos não são calculados pelo salário bruto ou líquido, mas sim pela base salarial definida. Onde existe naturalmente a aplicação de um percentual limite. 

Se estou correto nessa suposição não vem ao caso, o que de fato interessa é como o Ministério Público vai se posicionar. 

O aumento proposto para os secretários municipais também nos leva a outra reflexão. Segundo ouvi como justificativa é que por tratarem-se de técnicos competentes supôs-se que poderiam perceber salários maiores que os oferecidos para esse cargo público e por isso deveriam ser melhor remunerados. Em primeiro momento parece justo, porem o secretario não é intimado e sim convidado e se aceitar o desafio público em detrimento do que ganha regularmente em sua profissão se torna um decisão pessoal. 

Dificilmente nesse país competitivo seria raro um profissional trabalhar para o bem publico com salario inferior ao de sua capacidade e em detrimento do que recebe por seus serviços no âmbito pessoal. Esse desprendimento não é comum em nosso meio, mas cabe a cada um decidir. 

E terminando de refletir que um trabalhador que ocupa seu posto de trabalho por oito horas diárias recebendo apenas um salário mínimo só concordaria com essa proposta legislativa de aumento de salários se estivesse completamente desvairado e sem o menos discernimento de nossa realidade. 

A crônica de hoje é dedicada ao amigo Zezão da Otica São Luis, ao professor e advogado Itaraju Queiroz e ao corpo docente e discente da UNEB Campus IX Barreiras. 

Boa Tarde!

Guto de Paula / Tv Web Barreiras.

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