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As fortes chuvas que caíram ontem (01) em Luís Eduardo Magalhães, revelaram uma nova nuance do quadro de tristeza vivido pelos voluntários e animais da ONG Vida Bixo. Depois de parte da estrutura do local ter sido destruída e o solo revolvido – retirando a proteção natural cultivada pelos voluntários ao longo de cerca de seis anos, as águas transformaram o local num cenário dantesco e a permanência dos bichos em roteiro de filme de terror. Em meio ao alagamento e pontos de enxurrada intensa, dezenas de animais lutam pela sobrevivência e voluntários da ONG fazem o que podem para mantê-los minimamente secos e aquecidos.


Diante da situação, questionamos: A atitude do prefeito, que ordenou a desocupação imediata do terreno sem aviso prévio à ONG, com a justificativa da doação do mesmo ao Governo do Estado para a construção da sede do DISEP, terá sido um erro grotesco de planejamento ou uma estratégia fria e calculada objetivando criar um problema ainda maior para a sociedade luiseduardense e para o seu sucessor?


A construção da sede do DISEP – Distrito Integrado de Segurança Pública é esperada com ansiedade pela comunidade local. A obra dispende do Governo do Estado em favor do município, recursos da ordem de 8 milhões de reais. A contrapartida da prefeitura é a doação do terreno para a construção da sede. Em meio a inúmeros disponíveis, o escolhido foi justamente o que abrigava a ONG Vida Bixo. Terá sido apenas por retaliação política ou há algo mais por trás da escolha?


Fato é que o local não possui escoamento, drenagem, acesso adequado, iluminação e infraestrutura para abrigar um órgão tão importante, que venha garantir uma expressiva melhora da segurança pública na cidade, que se encontra mergulhada na lama e no caos. Logo, a instalação do DISEP naquele terreno nos parece que ao invés de trazer uma solução tão esperada por todos, irá criar um problema eterno para a próxima gestão municipal, para o Governo de Estado e para a comunidade.


Diante do exposto, a metáfora citada no título nos parece adequada. O imbróglio criado pela prefeitura de Luís Eduardo para “agradar” ao Governo do Estado faz lembrar o imenso cavalo de madeira deixado pelos gregos aos troianos. Esperamos sinceramente que o final da batalha protagonizada com requintes de tirania e crueldade em Luís Eduardo, tenha um final diferente.

Estamos de olho.

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