0

O Facebook está sendo processado por discriminação racial. Uma investigação liderada pelo grupo de investigação sem fins lucrativos “Pro Publica” revelou na semana passada que a rede social permite que profissionais de marketing excluam usuários por “afinidade étnica”. O processo judicial divulgado primeiramente pela “Business Insider” alega que este tipo de ferramenta de segmentação viola as leis de direitos civis.

A lei declara que anúncios e propagandas não podem demonstrar preferências óbvias por grupos específicos.

O Facebook argumentou que esta tag de “afinidade étnica” não conta como um traço de identificação de identidade, pois ela apenas julga se as pessoas tendem ou não a favorecer certas etnias. A companhia na verdade não pede aos usuários que declare sua raça. Mas o advogado de direitos civis contatado pelo grupo de investigação sem fins lucrativos discordou.

O Pro Publica provou seu argumento ao comprar um anúncio na rede social que estava marcado para não ser mostrado a hispânicos, afro-descendentes ou asiáticos.

A preferência racial está dentro da marca “demográfica” no painel de anúncios do Facebook, uma designação que a companhia prometeu mudar.

Nenhum usuários pode dizer se está sujeito a discriminação ilegal porque a discriminação está nos anúncios que não vêem”, alega o processo.

O Facebook alega que a ferramenta tem a função de ajudar marcas que estão procurando por uma base diversificada de clientes. Mas a companhia publicou pouco depois do processo que a ferramenta tinha potencial para agregar, e o objetivo é empoderar e celebrar a diversidade.

As tags separam os usuários em sexo, etnia, situação familiar, religião e país de origem.

O Facebook afirma que o recurso é útil para marcas que procuram bases de clientes mais diversificadas.“É importante saber que existe esta exclusão, como, por exemplo, um apartamento que não aluga para afro-descendentes ou um empregador que só contrata homens”, escreveu Christian Martinez, líder do departamento multicultural do Facebook. E ainda completou: “Nossas políticas de publicidade proíbem este tipo de anúncio, que é proibido por lei.

O processo afirma que o objetivo não é excluir as ferramentas inteiramente, uma vez que elas podem ter usos legítimos.

O Facebook tem 21 dias para responder o processo.

Fonte: Forbes Brasil.

Postar um comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Blog Tv Web Barreiras. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog Tv Web Barreiras poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada ou que esteja sem identificação.

 
Topo