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21 de nov de 2016

CRÔNICA DE GUTO DE PAULA.

Ontem se comemorou o Dia da Consciência Negra, uma homenagem ao Zumbi dos Palmares um dos mais expressivos focos na resistência negra na Bahia. Uma alusão reflexiva de melhorar a consciência branca, que apesar dos pesares e da passagem do tempo ainda resiste em uma irracionalidade preconceituosa. Claro que não a maioria, mas o ranço dessa estupidez ainda está encalacrado em muitas pessoas. 

Mesmo nesse Brasil moreno de tantas cores e credos de tantas culturas e de ausência de muitas delas, o racismo ainda impera a despeito de leis e de punições que propõem mais respeito.

Mesmo se sabendo que existe apenas uma raça: a Raça Humana!. Tudo mais são apenas fenótipos. Tem gente que não atentou para o fato de que a Ciência através de muitos estudos declara que a grande parte da civilização talvez toda a civilização nasceu na África. Somos em grande maioria todos originários da África. 

Difícil abolir dos anais da história um dos maiores crimes contra seres humanos cometido durante a Escravidão Negra. O rastro funesto deixado pelos navios negreiros e por pessoas que se sentiam tão superiores e imensamente hipócritas. Países que adotaram a escravidão em nome de um progresso e em busca do lucro desumano. 

Progresso construído com sangue, suor e lágrimas que ainda hoje está presente nas construções antigas que desafiam o tempo mas que não podem nem sairão jamais da lembrança dos seus decentes. 

O ritmo cruel do chicote transformou-se em percussão e quem escravizou pela maldade hoje fica deslumbrado com a cultura musical que surgiu desse povo africano e que sedimentou grande parte de nossa cultura. Somos todos, morenos, negros e pardos e precisamos abolir de nosso vocabulário qualquer palavra ou expressão preconceituosa. 

Como por exemplo, dizer que segunda feira é dia de branco, quando na realidade, antes, agora e com certeza por muito tempo é a maioria de gente, parda, escura ou negra que mais trabalha todos os dias do ano. 

Se refletirmos profundamente descobriremos que a luz pode ser avaliada por sua intensidade, sua extensão e seu brilho, portando existe, Porem, a escuridão não é nada mais que a ausência da luz. Não pode ser medida pelos mesmos parâmetros e, portanto não existe. 

É a cabeça e o sentimento dos preconceituosos que necessita de luz fazendo com que tenham respeito pelas diferenças dos fenótipos humanos. Sejam eles, amarelos, negros, brancos ou pardos. Pois acima de tudo são seres humanos e muitos países que adotaram a politica desumana do comercio escravo levarão para a posteridade a vergonha do crime que cometeram a raça humana de cor negra. 

Retribuída hoje pelo Jazz, blue, samba e pagode, culturas que sobreviveram ao tempo e que hoje encantam os humanos de todas as cores. 

Zumbi dos Palmares resistiu com toda sua força e determinação a selvageria dos colonizadores escravagistas, até que um suposta e discutível abolição libertou os negros, mas não foi capaz de gerar pensamentos humanitários nos preconceituosos que resistem até hoje. Com seu desproposital comportamento envergonham toda a raça humana quando tentam ofender aos que não pretendem conviver nem aceitar. É a consciência branca dos preconceituosos que precisa mudar para que a consciência negra seja honrada e comemorada através do tempo. 

A crônica de hoje é dedicada ao amigo Otacilio Monteiro da Franca ao irmão e amigo Maurício Seguros e aos descendentes de Zumbi dos Palmares que pagam com música e alegria as chicotadas sofridas por seus antepassados.

Da redação Guto Paula / Tv Web Barreiras.

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