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A Petrobras divulgou na manhã de hoje a nova política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras pela companhia. Em entrevista coletiva à imprensa realizada no edifício Senado, no Centro do Rio de Janeiro, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, e o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro, detalharam as mudanças que balizarão as decisões da companhia no reajuste de preços dos combustíveis a partir de agora, explicaram o funcionamento do Grupo Executivo de Mercado e Preços que se reunirá ao menos uma vez por mês para decidir sobre os valores e também os fatores que levaram a Petrobras a reduzir os preços da gasolina e do diesel já a partir de amanhã (15/10).

"Este comitê vai decidir se é necessário fazer reajustes cortar, aumentar, reduzir ou manter os preços", explicou Pedro Parente, garantindo que os preços de venda da Petrobras não ficarão abaixo do preço de custo em nenhuma hipótese. O diretor Celestino enumerou também as vantagens que as novas regras trarão para a companhia: "Com as mudanças na política de precificação, a Petrobras terá maior agilidade na tomada de decisão, para então poder ter aderência de mais curto prazo em relação a movimentos do mercado internacional.”

Para Celestino, a mudança será importante para atrair parceiros para a área de refino. “Outro ponto relevante é dar sinais claros para o mercado de que queremos atrair parceiros para o negócio de downstream, de logística e de refino, principalmente. Para isso precisamos ter uma política consistente de preços aderente à nossa participação no mercado", destacou. Os executivos explicaram ainda que a companhia divulgará relatórios trimestrais, 60 dias após o término do trimestre, evidenciando os principais efeitos e motivos que levaram a empresa a manter, reduzir ou aumentar os preços no trimestre.

A primeira decisão já com base na nova política foi anunciada hoje ao mercado. A partir de amanhã, o diesel será vendido, nas refinarias, 2,7% mais barato e a gasolina por um preço 3,2% mais baixo que o atual. As revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível. Se o ajuste feito hoje for integralmente repassado, o diesel pode cair 1,8% ou cerca de R$ 0,05 por litro, e a gasolina 1,4% ou R$ 0,05 por litro. Celestino explicou que a redução nos preços anunciada hoje levou em conta o aumento das importações de diesel e de gasolina pela concorrência e a consequente perda de participacao de mercado pela Petrobras.

Por fim, o diretor Ivan Monteiro esclareceu que a nova política e a redução anunciadas hoje não alteram as metas e números do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, que já foram feitas considerando que haveria a nova política. Segundo ele, a redução acaba sendo compensada pelos ganhos tanto em participação de mercado quanto em elevação na utilização da capacidade das refinarias e da infraestrutura logística. "A meta de alavancagem (relação entre endividamento líquido e geração de caixa) de até 2,5 vezes em 2018 está mantida", frisou Monteiro.

Ascom.Petrobras

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