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Nos últimos dias intensificou-se o debate sobre a legalidade da prática da vaquejada. O Supremo Tribunal Federal julgou uma ação contra a lei estadual cearense que regulamenta a vaquejada como prática desportiva e cultural e, com o voto de desempate da presidente, ministra Cármem Lúcia, proibiu a realização de vaquejada no Ceará. A decisão cria uma jurisprudência e abre caminho para a proibição no restante do país. 

Ernest Hemingway, escritor norte-americano apaixonado pelas touradas espanholas, disse: “Todo homem tem coração, ainda que não ouça o que ele diz”. Vou discordar e nesta questão da vaquejada vou deixar de lado todas as análises frias sobre os aspectos racionais, humanísticos, econômicos, esportivos e, até mesmo, culturais que envolvem a prática da derrubada do boi em eventos populares, ouvindo apenas o que diz o meu coração.

Por ser nordestino, criado no campo, vindo de uma família que tem a pecuária como base de sustentação financeira, me emociono ao ouvir Luz Gonzaga cantando as coisas da vida do vaqueiro, da lida do campo e da alegria dos dias de pega de boi pelos cantos do sertão. Essa emoção me faz compreender a opção do meu irmão caçula, Adriano, um entusiasta das festas de vaquejada. Então, não há como ser contrário a tradição do povo nordestino que realiza anualmente 4.000 provas de vaquejada com prêmios de até R$ 300 mil.

Fico imaginando se o STF derrubar também a lei baiana que regulamenta a vaquejada e institui uma doação de 2% das premiações dos eventos para fundos beneficentes de animais. A indagação é inevitável: qual o tamanho do prejuízo que cidades como Serrinha, Feira de Santana e Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, terão que arcar?

Mesmo sendo um legislador, tendo conhecimento do alcance da lei, não posso me omitir: sou a favor da realização dos eventos de vaquejada. E jamais irei concordar com a criminalização de uma prática que se inicia com o desfile da imagem da padroeira do Brasil, orações e bênçãos de Nossa Senhora Aparecida.

Assessoria de Comunicação

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