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Estudo sugere que fumar maconha pode mudar a forma como o cérebro reage a recompensas, como ganhar dinheiro.

Os testes foram conduzidos pela Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. De acordo com Mary Heitzeg, professora-assistente de psiquiatria e autora da pesquisa, em entrevista ao site LiveScience, os resultados sugerem que as pessoas que fumam maconha "não sentem tanto prazer a partir de coisas que, naturalmente, dão prazer a alguém".

No estudo, os investigadores analisaram 108 pessoas, em torno de 20 anos de idade. Os pesquisadores mapearam os cérebros dos participantes três vezes, ao longo de quatro anos. Durante os exames cerebrais, os participantes disputaram um jogo em que eles tinham que apertar um botão sempre que aparecia um alvo na tela na frente deles. Antes de cada rodada, os pesquisadores disseram que, dependendo de como fosse o desempenho no jogo, eles poderiam ganhar US$ 0,20; US$ 5, perder o dinheiro ou não ter recompensa ou perda.

Usos da maconha

As pessoas avaliadas no estudo que usaram maconha com mais frequência mostraram respostas cerebrais mais fracas em relação a quem usou a droga com menos frequência ou não usou. As descobertas foram publicadas na revista JAMA Psychiatry, no último dia 6 de julho. 

O novo estudo acrescenta que o uso da maconha está ligado a problemas com o funcionamento emocional e desempenho acadêmico e até mesmo mudanças na estrutura cerebral. A pesquisa também sugere que quanto mais cedo na vida uma pessoa usa maconha, mais rápida poderá ser a transição para a dependência da droga ou para outras substâncias.

Estudo não serve como prova

Francesca Filbey, professora associada de Ciência Comportamental e Cerebral na Universidade do Texas, em Dallas, que não esteve envolvida no estudo, escreveu um editorial na mesma revista em que o estudo foi publicado afirmando que, apesar das evidências levantadas pelo novo estudo, o trabalho não prova que o uso de maconha causa mudanças na forma como o cérebro age a recompensas. Mais pesquisas são necessárias para determinar se as mudanças são a causa ou a consequência do uso de maconha, disse ela.

É também possível que alguns fatores genéticos subjacentes tornem as pessoas mais propensas a começar a usar maconha e que os mesmos fatores tornem certas mudanças no cérebro mais suscetíveis, escreveu Filbey. 

Fonte: LiveScience

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