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14 de jun de 2016

ESTRATÉGIA DE CAMPANHA ELEITORAL NO MODELO DOS 12 JESUS.


Por Maglon Ribeiro

Consultor em Marketing Político e Pesquisas Eleitorais

Não é surpresa trazer os ensinamentos de Jesus para o campo das estratégias e modelos de gestão. Vamos tratar hoje de um modelo de marketing, talvez o mais antigo, o mais eficaz, o que sustenta uma marca há mais de dois mil anos, o modelo dos 12, a estratégia de Jesus Cristo, para atrair, conquistar e manter adepto de sua doutrina.

Chamar Jesus de marketeiro soa quase blasfêmia. O adjetivo é pejorativo. Primeiro para os profissionais do marketing, e muito mais para Jesus. O termo é quase sempre confundido com propaganda enganosa e manipulação desonesta. Mas o termo pode ser redimido. A verdade é que a teoria que os manuais contemporâneos de comunicação e de marketing ensinam foi praticado por Jesus como sabedoria.

Este modelo que proponho através dos ensinamentos de JESUS, aplicando-o como estratégia para campanha eleitoral, nos traz resultados extraordinários, sobretudo em campanha para vereador, em cidades médias e grandes. É um trabalho intenso com os integrantes das equipes , onde constitui-se em formar grupos de pessoas comprometidas com a candidatura.Um exercido sólido de multiplicadores aliados em torno de uma causa comum inserida no plano de ação parlamentar do candidato.

Firmado no principio de liderança de Jesus, A LIDERANÇA SERVIDORA, a partir da escolha de 12 homens que foram treinados para serem “pescadores de homens”.Liderança, vale lembrar,implica conhecer as qualidades humanas, encorajando as pessoas a perceber e potenciar em suas qualidades e nos outros a quem prestam serviço.

O estilo de liderança de Jesus é já alvo de estudo e inspiração por CEO’s do mundo inteiro. Está lá tudo, desde a Visão, à missão e aos objetivos estratégicos, planejamento, marketing, finanças… sendo que as técnicas de liderança utilizadas por Jesus vão desde motivação, força da ação e a força de relacionamentos. 

Definimos marketing como um conjunto harmônico de ações estratégicas que visam a gerar consumidores e ou usuários de um produto ou serviço. No caso de Jesus, o que seria isso que chamamos de produto ou serviço? Arrisco dizer que o que Jesus oferecia aos seus circunstantes (clientes) era, nada mais nada menos, do que ele mesmo: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida”; “Venham a mim! Andem comigo e vocês vão recuperar a vida”; “Eu Sou a Luz do mundo”; “Eu Sou o pão da vida”; “Eu Sou a Ressurreição e a Vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”; e a mais bombástica das afirmações: “Eu e o Pai somos um: ver a mim é ver o Pai”.

Não é de admirar que Jesus estivesse ocupado com o que chamamos de marketing de posicionamento. Essa é a razão porque encomenda uma pesquisa de opinião para identificar o lugar que ocupa na cabeça de seu público: “O que pensam de mim? Quem o povo pensa que eu sou?”. Depois transforma seus discípulos numa espécie de focus group e faz uma pesquisa quali: “E vocês, o que pensam de mim?”. Jesus sabia que a aceitação de sua mensagem estava absolutamente vinculada à exata compreensão de sua identidade: se eles não sabem quem sou, não entenderão o que eu digo, não aceitarão o que proponho, e não serão meus seguidores.

O MÉTODO

Primeiro passo: escolha ou eleja 12 líderes comprometidos com a sua candidatura, com potencial e postura de liderança, multiplicadores para levar para outros a sua proposta de ação parlamentar.Essa primeira geração dos 12 é comandada pelo próprio candidato ou por um alguém de confiança na campanha.Sabendo que o líder não nasce,faz-se, o sucesso de deste modelo é resultado de um trabalho de liderança.Este é o grupo de liderança.

Segundo passo: O desafio dos 12 é cada um ganhar novos 12.Cada um dos 12 forma seu grupo.O objetivo aqui é trabalhar pessoa a pessoa, compartilhando as propostas e a plataforma do candidato.O líder cumpri nessa estratégia uma missão evangelística, consolidando o grupo para avançar em direção a conquistar mais adeptos.Cada um dos 12 da primeira geração deve manter contato permanente com o seu grupo de 12,com reuniões periódicas na casa de um deles, que constitui pequenos centros de capacitação, orientação, motivação e compartilhamento da estratégia de uma maneira simples e prática, no mínimo a cada 15 dias. O desafio, talvez o mais importante é identificar eleitores que estão alinhados com a proposta do candidato, o público alvo da campanha. Quando isto acontece tudo fica mais fácil, pois esses eleitores serão defensores da mesma causa ou o principal tema , que deve ser o eixo central da campanha do candidato.

O candidato, em vez de sair de rua em rua, de casa em casa, arriscando eleitores indiferentes a sua candidatura, concentra seus esforços nas reuniões de grupo que começam a se ramificar através de um sistema de células.

Terceiro passo: Na formação da terceira geração dos 12, ou seja, 12 de cada 12 da segunda geração(144), o trabalho de recrutamento deve envolver toda a equipe em busca de novos eleitores para ouvir e assimilar a proposta do candidato e intensificar o trabalho pessoa a pessoa.Nesta fase a reunião no nível celular é orientada para a cristalização dos votos

Vale lembrar que o principal ingrediente desta estratégia é estabelecer meta, motivar, envolver e cultivar, alcançar as necessidades de cada pessoa, fortalecer relacionamentos e sintonizar as propostas do candidato com as demandas dos eleitores.O sucesso desta estratégia está em recrutar e preparar pessoas que sairão com o objetivo de constituir novos grupos.Através de um planejamento cuidadoso, um dos princípios baseado no estilo de liderança de Jesus, que nos serve de base para esta estratégia é: O LÍDER TREINA OUTROS, QUE SE TORNAM LÍDER, QUE , POR SUA VEZ, TREINAM OUTROS.

A matemática do modelo nos mostra que dos 12 iniciais, cada um recrutando 12 vamos para um total de 144 pessoas. Imagine agora cada um dos 144 reunir grupo de 6 a 12, vamos totalizar 1.728 pessoas em contato direto, com o candidato e seus coordenadores, integrados no processo eleitoral, em estratégias nas redes sociais, eventos, etc..

Jesus nos ensina que um líder tem de ter seguidores, criar a sua própria tribo, pois as pessoas trabalham durante mais tempo e com mais esforço quando compreendem que o seu esforço individual dará muito mais pelo coletivo. O que é um candidato a cargo político senão um líder. Os seus eleitores são seus seguidores.

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