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Por Maglon Ribeiro

Consultor em Marketing Político e Pesquisas Eleitorais


O slogan expressa a síntese campanha. Um dos maiores marketólogos do Brasil, Duda Mendonça tem como método começar o marketing de uma campanha eleitoral pelo slogan, que ele considera a síntese da campanha. Alguns especialistas consideram ou talvez a mais difícil parte da campanha, porque o slogan reflete, em muitos casos, a linha central da campanha. Como elemento essencial da mensagem em propaganda política, o slogan é importante para toda e qualquer candidatura eleitoral. Sua característica é sintetizar a imagem do candidato em poucas palavras, diferenciando-o dos demais concorrentes.

Em termos de mensagem, a propaganda política assenta, fortemente, no valor dos slogans e dos símbolos políticos, como elementos catalisadores da ação política e eleitoral. Como tal, o slogan deve conter características que desencadeiem a sua rápida memorização, do ponto de vista auditivo ou visual. O êxito do slogan passa por aspectos como a simplicidade, a graça, a graciosidade, a fonética. Por outras palavras, “o slogan tem de conter um apelo, suficientemente, simples, facilmente, compreendido e susceptível de ser uma senha de coesão do grupo. Este grupo, o dos adjuvantes da força política quer-se o mais alargado possível, tanto quanto possa permitir o acesso ao Poder”(Espírito Santo 1997: 115).

O slogan compõe o que se chama de suporte ou complementação de uma determinada mensagem. O brado de guerra, os slogans usados nas campanhas eleitorais devem se tornar o grito de guerra dos militantes partidários e, com certeza, não saem da cabeça de nenhum iluminado.

O bom slogan é curto e direto, expressando a história, a psicologia, o conceito da marca, empresa ou produto e ou serviços.

Os bons slogans derivam das informações prestadas pelas pesquisas que detectam as qualidades já enxergadas no candidato e as valorizam, ou apregoam um conceito que se deseje reforçar sobre o candidato ou sobre sua plataforma-proposta, ou um desejo, necessidade, anseio ou precisão da população naquele momento eleitoral.

Os slogans eleitorais devem ser de fácil lembrança, com palavras simples. Conter o nome do candidato é desejável.

O slogan eleitoral ideal é aquele que passa para a população como um jargão popular, usado para expressar algum sentimento (Por algum tempo a indignação com as campanhas eleitorais era expressada com a famosa frase “Meu nome é Eneas”). O slogan pode também trazer um desejo que a população tenha manifestado possuir, em tal grau que justifique sua presença.

Além de tudo isso, o bom slogan deve transmitir um sentimento positivo sobre o candidato: “Collor, um novo tempo vai começar”, texto da campanha presidencial “Collor é progresso”, 1989.

A estratégia deve se fazer presente também na hora de se criar um slogan. As pesquisas em 1990 mostravam que a classe média tinha medo de votar em Lula para Presidente. Assim nasceu o slogan que combatia esse conceito “Sem medo de ser feliz” (Lula, eleição de 1990).

O ideal é que um slogan expresse o que está no inconsciente coletivo da população e que possa maximizar esses sentimentos e emoções já percebidos. Para isso, os futuros candidatos devem ser orientados para que, antes de pensar em qual slogan utilizar, encomendem uma pesquisa para saber qual a imagem que a população tem dele. 

Quais as qualidades já são perceptíveis espontaneamente. A partir do resultado dessa pesquisa é que se deve, então, formatar um bom slogan com base no que for mais forte nas possibilidades, como apresentamos acima (expressão da moda, desejo da população, qualidade do candidato, imagem, mostrar a diferença), não se esquecendo do que faz a diferença em um bom slogan (fácil lembrança, expressar sentimento, ser positivo e estratégico).

Assim, o slogan constitui-se como um instrumento essencial, capaz de romper as fronteiras de um determinado grupo e assim, como um vírus, alastrar-se por vários organismos, contaminando-os e levando em si o gene da propaganda. 

Alguns especialistas discorrem sobre a importância do slogan político ao defender que este deve ser muito bem pensando para permitir sua aplicação de forma viável ao longo de todo o processo eleitoral.

Duda Mendonça afirma que o slogan é peça chave em uma campanha eleitoral. Sua aplicação deve estar em sintonia com a estratégia de marketing do candidato, retratando em absoluto seus anseios e a postura de sua candidatura. 

O slogan observa REBOUL, parece inicialmente, “desempenhar três papéis”: 

1º. FAZER ADERIR; 

2º. PRENDER A ATENÇÃO; 

3º. RESUMIR. 

O papel de “resumir” confere ao slogan a característica de “fórmula” capaz de sintetizar, através de sua própria estrutura, uma mensagem seja política, publicitária, ou com algum conteúdo ideológico. 

Os slogans usados nas campanhas eleitorais devem se tornar o grito de guerra dos militantes partidários e, com certeza, não saem da cabeça de nenhum iluminado. Os bons slogans derivam das informações prestadas pelas pesquisas que detectam as qualidades já enxergadas no candidato e as valorizam, ou apregoam um conceito que se deseje reforçar sobre o candidato ou sobre sua plataforma-proposta, ou um desejo, necessidade, anseio ou precisão da população naquele momento eleitoral. Ele pode até derivar de uma expressão que esteja na moda na época de sua utilização, como: “Eu quero votar para Presidente” 

(Campanha Diretas Já em 1984). 

Os slogans eleitorais devem ser de fácil lembrança, com palavras simples. Conter o nome do candidato é desejável. Rimas, trocadilhos e palavras bem humoradas ajudam no fator lembrança, como: “Não vote em branco, vote Negrão de Lima” (Campanha no Rio de Janeiro para Governador) e “Plante que o João Garante” (Presidente João Batista Figueiredo – 1980). 

O slogan eleitoral ideal é aquele que passa para a população como um jargão popular, usado para expressar algum sentimento (Por algum tempo a indignação com as campanhas eleitorais era expressada com a famosa frase “Meu nome é Eneas”). O slogan pode também trazer um desejo que a população tenha manifestado possuir, em tal grau que justifique sua presença. 

Um benefício sempre será bem vindo à estrutura de um bom slogan. “Vote para ser feliz” ou “Pra acabar com a molecagem”. Um bom slogan também deve mostrar a diferença entre os candidatos: “Vote no brigadeiro, ele é bonito e é solteiro” (Brigadeiro Eduardo Gomes, eleição presidencial de 1945) ou “Collor é progresso” (1989). 

Além de tudo isso, o bom slogan deve transmitir um sentimento positivo sobre o candidato: “Collor, um novo tempo vai começar”, texto da campanha presidencial “Collor é progresso”, 1989. 

A estratégia deve se fazer presente também na hora de se criar um slogan. As pesquisas em 1990 mostravam que a classe média tinha medo de votar em Lula para Presidente. Assim nasceu o slogan que combatia esse conceito “Sem medo de ser feliz” 

(Lula, eleição de 1990). 

O ideal é que um slogan expresse o que está no inconsciente coletivo da população e que possa maximizar esses sentimentos e emoções já percebidos. Para isso, os futuros candidatos devem ser orientados para que, antes de pensar em qual slogan utilizar, encomendem uma pesquisa para saber qual a imagem que a população tem dele. Quais as qualidades já são perceptíveis espontaneamente. A partir do resultado dessa pesquisa é que se deve, então, formatar um bom slogan com base no que for mais forte nas possibilidades, como apresentamos acima (expressão da moda, desejo da população, qualidade do candidato, imagem, mostrar a diferença), não se esquecendo do que faz a diferença em um bom slogan (fácil lembrança, expressar sentimento, ser positivo e estratégico).

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