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11 de abr de 2016

ELEIÇÕES 2016 – CINCO MOTIVOS DE RESISTÊNCIA A PESQUISA POLÍTICA.

Por Maglon Ribeiro

Consultor em Marketing Político e Pesquisas Eleitorais.

A pesquisa política ainda enfrenta muita resistência por parte dos políticos, sobretudo os tradicionais, e preconceitos que restringem o seu uso nas campanhas eleitorais. Certas afirmações se constituem em verdadeiros mitos ou atitudes de resistência, fortalecidos pela ignorância, e que convergem para a conclusão de que a pesquisa política é dispensável.

1°)” Eu conheço os eleitores e não preciso de pesquisa”

Saiba que mesmo numa cidade pequena, um candidato conhece apenas uma pequena fatia dos eleitores, por mais que ele tenha marcado presença em eleições anteriores. Além disso, como cada eleição é uma nova eleição, aqueles que ele conhece já não são em muitas vezes seus eleitores, ou seja , a depender das circunstancias migraram para outra candidatura. Outro ponto a observar nesse argumento é que, dos eleitores que conhece um candidato ,existem aqueles que o rejeitam e, dos que não o rejeitam tem os eleitores quentes, realmente motivados a votar no candidato e aqueles frios, que tem tendência a votar em outro.

2) "Não preciso de pesquisa para dizer-me o que pensar e o que fazer"

Engana-se redondamente um candidato que vem com uma proposta apenas da sua cabeça, sem passar pelas sugestões, expectativas, anseios, demandas latentes da população, dos moradores de um distrito, de um bairro, dos segmentos representativos da sociedade. Aliás, esta é a maneira como os eleitores encaram a eleição. Votam em quem eles acham que vão representar seus interesses, respeitar seus sentimentos e realizar no governo os seus objetivos.

Um líder político preparado é aquele que consegue unir suas convicções, sua visão política de melhoria para o futuro da cidade, com a dos que nele votaram. Neste caso a pesquisa serve para evitar que o governante, o representante legislativo toma decisões conflitantes com o eleitorado, que muitas vezes serão impopulares.

Se, entretanto, sua candidatura não estiver alicerçada numa sintonia com os sentimentos e prioridades dos eleitores dificilmente será eleito. A pesquisa é o instrumento ao seu alcance para saber o que os eleitores pensam e querem e subsidiar o candidato com informação indispensável para estabelecer aquela sintonia da qual depende sua viabilidade eleitoral.

3) "Pesquisa é muito cara. Prefiro aplicar este dinheiro em outras áreas"

Dos principais motivos de resistência a pesquisa política, este é o que aparece com maior freqüência. É verdade que uma pesquisa de boa qualidade profissional não é barata. A questão porém é outra: Ela é necessária, indispensável ou inútil? Se a resposta for afirmativa então tem que haver recursos para bancá-la. A situação é análoga a de uma pessoa doente. Pode faltar dinheiro para tudo, só não pode faltar para pagar o médico e os medicamentos. Como o estrategista assume numa campanha o papel de um médico, ele não poderá indicar o remédio certo para combater certa enfermidades que surgem durante a campanha se não tiver de posse do diagnóstico.

Por outro lado, o custo de um programa de pesquisa de boa qualidade, para uma campanha eleitoral de porte médio, fica em torno de 5 a 10% do seu orçamento. Considerando os resultados que podem ser obtidos e sua utilidade para orientar a estratégia e o marketing da campanha, esta é uma despesa plenamente justificada.

4) "Tudo que eu preciso saber é a minha posição na campanha"

Saber a posição do candidato na estatística do cenário como, intenção de voto, rejeição é importante, sobretudo para consolidar apoio, captar recursos, mas o candidato precisa saber muito mais do que apenas a sua posição na grade de intenção de votos. 

Este tipo de pesquisas, entretanto não subsidiam a campanha com as informações que necessita para ganhar a eleição. Não basta conhecer a intenção de voto e a rejeição é preciso conhecer as razões da intenção e da rejeição.

As informações são obtidas identificando opiniões, atitudes sentimentos e valores do eleitor; testando propostas e argumentos; comparando pontos fortes e fracos da imagem do candidato e dos adversários. Isto é, não basta um estudo quantitativo mas, sobretudo, qualitativo, não os fatos em sim, mas a versão dos fatos.

A pesquisa que a campanha precisa, portanto, deve ser feita sob medida para aquele candidato, disputando a eleição contra aqueles adversários, e investigando os sentimentos e interesses daqueles eleitores. Deve ser construída para produzir informações que permitam conceber uma estratégia vencedora e uma comunicação eficiente.

5) "Vamos usar o pessoal da campanha para fazer a pesquisa"

Esta afirmação é reflete o dito "o barato que sai caro". A pesquisa política adota os mesmos procedimentos metodológicos da pesquisa científica. A qualidade da amostra, procedimentos estatísticos padrão, a confiabilidade dos resultados, passam pela aplicação correta de um questionário que mede opiniões, sentimentos e valores, demanda entrevistadores qualificados, especialmente treinados para fazer a entrevista mantendo a mais rigorosa neutralidade.

O "pessoal da campanha" certamente não é o mais indicado para se responsabilizar por uma tarefa tão especializada e tecnicamente tão exigente. 

Pesquisa política é indispensável.


Para fazer sua pesquisa ligue Tel. 71 9-96551042 (Escritório em Barreiras)

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