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Por Maglon Ribeiro

Consultor em Marketing Político & Pesquisas Eleitorais


As campanhas eleitorais são importantes instituições democráticas uma vez que estabelecem a ligação entre os cidadãos e a política. É a hora em que os eleitores avaliam os atributos pessoais dos candidatos e seus planos de governo para selecionar a opção que consideram a melhor à luz dos seus interesses pessoais ou coletivos. A capacidade de as eleições serem efetivamente democráticas depende, portanto, da qualidade das informações disponíveis para o julgamento dos eleitores. Este “ambiente informacional” vai muito além das informações que os candidatos transmitem à sociedade. O processo de coleta de informações envolve diferentes fontes no curso das campanhas: além da ação direta dos candidatos, os eleitores também se informam em suas redes sociais, na experiência de vida do dia a dia e por meio do noticiário veiculado em jornais, rádios e canais de televisão .

Em particular cada vez mais o uso das mídias sociais ganha destaque nas campanhas eleitorais. Não podemos negar a existência de uma opinião publica virtual, crescente em nossos dias, considerando o número de pessoas com acesso à internet no Brasil, segundo o Ibope Media, somos 105 milhões de internautas tupiniquins (10/2013), sendo o Brasil o 5º país mais conectado. Previa-se que em 2015, o Brasil devia ser o 4º país mais conectado, ultrapassando o Japão. De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25%. O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet.

57,2 milhões de usuários acessam regularmente a Internet. Tempo médio de navegação em julho de 2009, o foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line . A última marca aferida foi de 69 horas por pessoa em julho de 2011.

Os brasileiros passam, em média, cinco horas por dia no Facebook e fazem um uso cada vez mais diversificado das mídias sociais. É hora e a vez da política 2.0

O uso do facebook, youtube, whatsapp já é uma realidade como estratégia de comunicação no meio político. Campanha on-line já se tornou uma parte decisiva das estratégias políticas. Uma mídia barata, mas que exige profissionalismo em sua utilização, é uma ótima alternativa para campanhas em época de crise. Sem dúvida deverá ser muito utilizada nas eleições de 2016. Mas ,para que ela tenha sucesso, é necessário haver um planejamento da presença on-line do candidato. Presença on-line significa ocupar espaços nos meios digitais para dar notoriedade ao nome e às ideias do candidato.

Primeiro passo no uso de mídias sociais em uma campanha eleitoral, é a definição de objetivos, respondendo a pergunta : o que você busca com a sua presença on-line? Por exemplo, divulgar suas ideias e testar a atratividade dos temas que você está propondo? Captar dados de eleitores para ações na campanha? O que realmente você pretende com esse meio, essa nova ferramenta estratégica em campanhas eleitorais? 

Para reforçar a importância do uso de mídias sociais em campanhas eleitorais:

Lembrem-se das eleições de 2010: Quando as urnas eletrônicas foram abertas no primeiro turno da disputa, muitos analistas políticos tiveram uma surpresa. Contrariando expectativas, a candidata Dilma Rousseff (PT) teria de disputar o segundo turno com José Serra (PSDB). A presidenciável de Lula, favorita para vencer a disputa na primeira rodada, era atropelada por um movimento inédito na história da democracia brasileira: impulsionada pelas mídias sociais, Marina Silva (na época, filiada ao PV) tinha conquistado quase 20 milhões de votos, ajudando a levar a eleição para o segundo turno.   

Uma pesquisa da Pew Internet & American Life Project mostrou que, em 2010, mais da metade dos adultos norte-americanos obteve na internet informações sobre as eleições no país. Esse índice, de 54% dos adultos, equivale a cerca de 127 milhões de pessoas e representa 73% dos adultos usuários de internet nos EUA. 

Outros dados importantes: 

54% dos adultos conectados disseram que a internet torna mais fácil a conexão com outras pessoas que têm pontos de vista semelhantes; 

55% dos usuários de internet creem que ela potencializa a influência de pessoas com visões políticas mais extremadas, enquanto 30% acreditam que essa influência é reduzida porque na web os cidadãos comuns têm a chance de serem ouvidos; 

61% dos usuários de internet concordam com a afirmação de que ela, comparada às mídias tradicionais, é mais democrática ao expor as pessoas a uma gama mais ampla de opiniões; 

56% dos usuários de internet admitem ser mais difícil para eles confiar na informação política que acessam nos meios on-line; 

22% disseram que foram incentivados a votar depois de acessar material de campanha na internet (nos EUA, o voto não é obrigatório); 42% definiram seus votos depois de acessar informações sobre os candidatos na web; 

31% dos usuários de internet adultos assistiram a vídeos on-line com conteúdo político antes das eleições. Depois das eleições, o número caiu para 19%. O acesso a conteúdos de vídeo foi o que mais cresceu na comparação com as eleições anteriores; 

No universo político, a corrida para estar na web 2.0 já começou. Embora não se saiba exatamente como atuar nas mídias sociais, diversos políticos buscam garantir sua participação no mundo virtual e passaram a integrar as mídias sociais às suas estratégias políticas. 

Fontes Consultadas:

(Marcus Figueiredo, 2000; Ibop inteligência,2016;Ebook como Planejar uma Campanha Eleitoral 2.0.Thiago Costa –Org. 2012 )

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