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Santos e Palmeiras fizeram jus à história de maiores campeões de torneios nacionais. Mas a Copa do Brasil de 2015 poderia ser de apenas um deles. E num jogo que já está na história como uma das melhores finais das 27 edições do torneio, o Palmeiras se impôs, reverteu a desvantagem do jogo de ida com dois gols de Dudu, se assustou com Ricardo Oliveira, mas nos pênaltis, pela primeira vez na história da Copa do Brasil, celebrou o tricampeonato da Copa do Brasil.

O Palmeiras, campeão em 1998, 2012 e, agora, em 2015, superou o péssimo futebol das rodadas finais do Campeonato Brasileiro e, empurrado por quase 40 mil, alcançou sua glória em um ano de reviravolta na sua história recente de tristezas.

Dudu, que saiu como vilão da final do Campeonato Paulista contra o mesmo Santos, expulso por agressão ao árbitro, devolveu a glória ao velho Palestra Itália na sua nova casa. E Fernando Prass, honrando a história de goleiros heróis do Palmeiras, foi herói nos pênaltis mais uma vez.

Marquinhos Gabriel escorregou e chutou por cima a primeira cobrança. Na sequência, Zé Roberto, aos gritos de “au, au, au, Zé Roberto é animal”, colocou o Palmeiras na frente. Gustavo Henrique e Rafael Marques, na sequência, pararam nos goleiros. 

Jackson, que perdera na final do Paulistão, anotou o seu e fez 2 a 0. Geuvânio e Lucas Lima marcaram para o Santos. Assim como Cristaldo: 3 a 2. E nos pés de Ricardo Oliveira, que colecionou erros em 2015, contra Fernando Prass, seu rival na final, o Santos ficou vivo. Não por muito tempo.

E o goleiro do Palmeiras, que não se deu por satisfeito em defender, marcou a cobrança do título Palmeiras. O Allianz Parque viu o novo Palmeiras renascer.

Que jogo

Assim como na partida da ida, na Vila Belmiro, Palmeiras perdeu uma chance clara de gol logo nos primeiros instantes da partida. Desta vez, em segundos. Gabriel Jesus, dúvida até a véspera do confronto, partiu livre para cima de Vanderlei logo aos 13 segundos. E o goleiro santista, com as pernas, salvou o Santos.

Outra coincidência em relação ao jogo da Vila veio logo aos sete minutos. Num que pode ser comparado ao pênalti perdido por Gabriel na ida, Victor Ferraz se aproveitou de boa jogada de Zeca e, livre, acertou a trave esquerda de Fernando Prass, a mesma carimbada pelo camisa 10 santista há uma semana.

Com apenas uma mudança entre os 22 titulares do primeiro jogo (João Pedro por Lucas), o jogo começou quase igual. Inclusive com uma sanha maior do time mandante. Também pudera. Apenas a vitória poderia render o título ao Palmeiras.

O primeiro tempo no Allianz Parque caminhava como um espelho do que acontecera na Vila. Até no protagonismo do goleiro do time visitante. Depois de salvar o Santos nos primeiros segundos, Vanderlei evitou mais um gol que parecia inevitável. Aos 27, em cruzamento de Robinho para Barrios, ele voou para defender cabeçada colocada no ângulo.

Vanderlei esteve nos lances mais claros de gol da primeira etapa. Prass, desta vez, foi mais espectador, apesar de ter feito duas defesas.

Antes do intervalo, tanto o Santos como Palmeiras tiveram baixas importantes. David Braz foi substituído por Werley aos 28 minutos depois de sofrer lesão na virilha. No time verde, Gabriel Jesus não resistiu às dores no ombro e deixou o campo aos prantos aos 41. Rafael Marques o substituiu, como na Vila.

Na Vila, o primeiro tempo também ficou no 0 a 0, mas o Santos usou sua força no estádio para obter a vantagem. E o Palmeiras usou o mesmo ingrediente para acabar com desvantagem do Santos. Empurrados por sua torcida ensandecida, os jogadores do Palmeiras conseguiram seu objetivo aos 11 minutos.

Lucas Barrios, que havia sido herói na semifinal contra o Fluminense, fez jogada inteligente, deu passe preciso para Robinho invadir a área nas costas da defesa e rolar para Dudu na saída de Vanderlei. O camisa 7 marcou no gol vazio e o estádio tremeu. Literalmente.

Na primeira partida final no estádio (no Paulistão o Palmeiras recebeu a partida de ida), a torcida carente de grandes conquistas empurrou o time desde o início da partida. Fez corredor na chegada do ônibus, mosaico especial, e abraçou o estádio. Quem não teve a sorte de ser um dos 39.660 presentes (recorde de público no Allianz), lotou as ruas do bairro da Pompeia para passar a boa vibração.

O Santos, que marcou apenas um gol nos seus últimos seis jogos (o de Gabriel na partida da ida) sofreu mais uma vez. Lucas Lima fez partida ruim e o time sentiu. “Gabigol”, também tímido, foi substituído aos 19 minutos por Geuvânio.No Palmeiras, Marcelo Oliveira optou por sacar Barrios, que reclamou de cansaço, por Cristaldo. João Pedro, também sem ritmo, deu lugar a Lucas Taylor.

Se aproveitando do momento ruim do Santos, o Palmeiras fez o gol que poderia ter sido o do título aos 40 minutos. Dudu se aproveitou de desvio de cabeça de Rafael Marques após cruzamento de Robinho e, em cima da linha, empurrou para o gol.

O palmeirense ensaiava o grito de campeão. Mas o artilheiro do Santos no ano teve sua chance e não desperdiçou. Dois minutos depois de Dudu, Ricardo Oliveira foi às redes. O Allianz Parque, que na semifinal viu Fred dar esperança ao Fluminense e levar a partida para os pênaltis, viu outro veterano atacante escrever a mesma história.

Fonte: Tribuna da Bahia

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