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30 de nov de 2015

CASO ABENGOA - TRABALHADORES E EMPRESÁRIOS TEMEM CALOTE‏

Ultimamente, a Abengoa estava trabalhando n linha de transmissão de energia entre Miracema (TO) a Sapeaçu (BA). (Foto: Abengoa)
Estados da região do Matopiba, como a Bahia, por meio da região oeste; Piauí, Maranhão e Tocantins, além de outros estados brasileiros, a exemplo de Pará e Goiás, podem sofrer um desfalque incomensurável, com reflexos na geração de empregos e rendas, e na sua economia como um todo. É que uma das maiores companhias internacionais de serviços voltados para as energias renováveis e construção de linhas de transmissão de energia elétrica, a espanhola Abengoa, está fechando suas portas no Brasil, desempregando milhares de pessoas e deixando centenas de fornecedores e prestadores de serviços nesses estados em situação difícil – pagamentos com atrasos entre 4 e 7 meses.

Nos estados do Matopiba, a empresa vinha trabalhando na renovação do linhão de transmissão entre Miracema, no Tocantins, a Sapeaçu (BA), passando pelo estado do Piauí, empregando milhares de pessoas e absorvendo serviços e produtos de centenas de micros, pequenas, médias e grandes empresas nesses estados.

– Tenho, através de minha empresa de engenharia, créditos consolidados com a Abengoa Holding e suas Subsidiarias ATE XVI ( LT – Miracema – Barreiras – Bom Jesus da Lapa) e ATE XXI – LT Miracema – Xingu ( UHE Belo Monte). O total de meus créditos está na casa de R$1 milhão de Reais. Gostaria de um contato com a banca que está advogando os créditos de outros credores para estudar um eventual negócio.

Os negócios da Abengoa no Brasil, embora financiados por créditos, são de boa qualidade, pois as LT’s são altamente rentáveis e, acredito, não faltarão grupos interessados em adquirir estas concessões para o transporte de energia elétrica. O problema maior é a dependência dos negócios com a matriz espanhola – informou, no último dia 28, o proprietário de uma prestadora, ou fornecedora, ao Jornal Nova Fronteira, de Barreiras, no oeste da Bahia, Paulo Roberto Massi Pereira.

Para este mesmo Jornal, no último dia 29, o ex-colaborador da Abengoa, José Honório testemunhou a falência da companhia espanhola.

– Senhores, a Abengoa está falida. Trabalhei no financeiro e saí no mês passado. Eles (a companhia) vão pedir 4 meses, é o prazo pra poder acabar com tudo. Quem vendeu vai ficar no prejuízo. A Abengoa acabou e nem seus trabalhadores irão receber. A empresa que iria injetar um capital (na Abengoa) desistiu, o rombo passa de R$ 10 bilhões lamentável – disse.

No Tocantins, um ex-colaborador da empresa dá uma informação menos preocupante.

– … fui funcionário da Abengoa no CD de Araguaina-TO, que foi desmobilizado (sic), também, e todos os funcionários demitidos, porém todos receberam seus direitos trabalhistas. Mas os fornecedores não sabem quando vão receber, caos total….. – informou.

O estrondo da falência da companhia andaluz foi ouvido no Brasil, a partir do dia 26 de novembro, quando a companhia, segundo o jornal português Jornal de Negócios, apresentou um pedido de proteção de credores, eminência da maior falência empresarial de toda a história da Espanha.

Ainda de acordo com este veículo lusitano, já há um ano, a Abengoa enfrentava uma crise de credibilidade e nos últimos dias, partidos políticos e governo espanhóis tentavam sensibilizar os bancos para que encontrassem uma solução para salvar a companhia com 75 anos de existência, da falência. O passivo da empresa, ainda conforme o Jornal de Negócios, é de € 20 bilhões (de euros). Em jogo, 28 mil postos de trabalho.

Na Espanha, continua o Jornal de Negócios, a imprensa tem questionado “como é que um grupo com 75 anos de história, presente em 80 países, e que, no meio deste ano, anunciou uma subida de seus lucros semestrais, sucumbiu?”.

A resposta apresentada por economistas e os mais atentos ao andar da carruagem abengoense, é: “Decisões empresariais erradas e falta de prudência financeira”.

Na Espanha, a informação é que a “corda” da Abengoa quebrou a partir do recuo do grupo Gestamp em investir € 350 milhões para salvar o grupo, o que provocou a fuga de investidores, fazendo com que as ações da Empresa, que tem sede em Sevilha, despencassem em 70%. A Abengoa tem quatro meses para encontrar uma solução para seus problemas.

Últimos dias de céu de brigadeiro

Segundo informações da imprensa europeia, até novembro do ano passado, a empresa de Sevilha continuava num processo de crescimento da sua dimensão internacional, anunciando investimentos na Índia, Estados Unidos, Marrocos, Chile, Reino Unido e Abu Dhabi.

– Até sua subsidiária Abengoa Yield estreava no Nasdaq – escreveu o português Jornal de Negócios.

Porém, os corvos começaram a sobrevoar o grupo espanhol a partir de novembro de 2014.

– As ações da Abengoa afundaram 49% em bolsa apenas numa semana, com a agência de rating, Fitch, a pôr em causa a dimensão do seu endividamento – reportou o Jornal de Negócios.

Conforme a imprensa espanhola, naquele mês, na apresentação dos resultados trimestrais do grupo, propagou-se entre os investidores. Apesar da Abengoa ter reconhecido que iria faturar em 2014 menos do que havia previsto, a Fitch divulgou uma nota, na qual alertava que, de acordo com seus cálculos, a alavancagem (dívidas da empresa) era quase o dobro do que esta tinha anunciado.

– O declínio das expectativas e a classificação atípica da sua dívida ficaram na cabeça dos investidores – escreveu o jornal espanhol El País.

Ainda conforme o periódico espanhol, nas 48 horas seguintes a cotação das ações da empresa caiu quase 50%.

– Mas não só. Dispararam os custos de cobertura da sua dívida e os seus responsáveis, a começar pelo então CEO Manuel Sanchez Ortega, foram forçados a dar explicações e conter o desastre -, disse El País.

Como primeira medida, foi enviado ao CNMV, regulador de mercado espanhol, um relatório de revisão limitada das suas últimas contas elaboradas pela Deloitte, tradicional empresa de consultoria financeira, com origem na Inglaterra e presente em vários países. Neste relatório, escreveu a imprensa da Europa, foi dito não haver indícios de que as contas não tivessem sido elaboradas conforme normas internacionais.

– Acrescentava-se, contudo, que aquele documento não continha toda a informação que requerem uns resultados financeiros consolidados completos e alertava não se tratar de uma auditoria às contas – disse o Jornal de Negócios.

Mas para os analistas, a Abengoa insistia que as contas refletiam a realidade. Porém, avançou com um plano para amenizar a confusão que incluía canalizar € 601 milhões de caixa para recomprar títulos a preços correntes.

– Mal entendido por parte dos mercados – disse a Abengoa.

– Contabilidade criativa – apontaram os analistas, ainda segundo o jornal El País.

As informações prestadas pelo Grupo foram aceitas por alguns analistas. Outros chegaram até comentar um potencial de revalorização das ações de 300%. Mas, os mais realistas salientaram o ponto fraco da empresa.

– O seu nível de endividamento relativo, de € 9.022 milhões para receitas estimadas para 2014 em € 7.500 milhões no melhor cenário, segundo a companhia. Chegavam a rácios (taxas) de alavancagem ainda maiores e avisavam que a empresa tinha necessidades de capital muito intensivas e grandes dificuldades de gerar caixa – disse o El País.

Entre essas idas e vindas, a empresa anunciou estar à procura de investidores para dissipar as dúvidas dos mercados sobre a sustentabilidade da sua dívida, que no final de junho já era de € 6.660 milhões.

Já era tarde, noticiou a imprensa espanhola. A capacidade do seu principal acionista, a Inversión Corporativa – unidade empresarial por meio da qual a família Bunjemea, dona da Abengoa, controlava a Empresa -, para ir ao aumento de capital era questionada e a imprensa dava conta dos receios que a crise fosse transferida para a atividade real da Abengoa.

– Se as dúvidas da comunidade financeira sobre a viabilidade da empresa contagiam aos bancos que lhe asseguram liquidez e aos organismos que lançam concursos para projetos de infraestruturas, o problema será ampliado até um ponto insustentável, diz um analista ao El País.

E os corvos continuavam a sobrevoar a gigante espanhola. Neste interim, aparecem notícias de uma investigação na empresa e seus responsáveis. Desconfiava-se, no mercado, de violação, por parte da empresa, de violação das leis federais nos Estados Unidos. Ou seja, a companhia espanhola era acusada de enganar o mercado sobre a sua verdadeira situação financeira em novembro de 2014.

Algumas medidas foram tomadas para tentar segurar a queda da companhia espanhola, entre as quais a venda das unidades de cogeração no Brasil e no México; uma de ciclo combinado na Argélia; concessões hospitalares no Brasil e no México; fábricas de dessalinização na Argélia e no Gana; uma central solar na África do Sul e outra nos Emirados e várias fábricas de combustíveis.

O Jornal de Negócios informa que em setembro a crise começou a atingir a família do fundador da Empresa: seu presidente, Felipe Benjumea, há 25 anos no cargo, foi afastado. Foi uma exigência de investidores para apoiar na solução para o Grupo.

Javier Benjumea Puigcerver, o patriarca: começou fabricando contadores de energia. (Foto: divulgação)
Javier Benjumea Puigcerver, o patriarca: começou fabricando contadores de energia. (Foto: divulgação)

Benjumea é um sobrenome que se tornou habitual nas listas das grandes fortunas da Espanha. Javier Benjumea Puigcerver, o patriarca, começou suas atividades empresariais há 75 anos fabricando medidores elétricos.

A esta altura, já não era mais corvos sobrevoando a empresa da família Benjumea. Eram urubus, mesmo, metaforicamente falando. Naquele fatídico novembro de 2014, a Gonvarri, filial do grupo industrial basco Gestamp assumiu o compromisso de investir o montante de € 350 milhões e ficar com 28% do capital da Abengoa. Seria a redenção da Empresa, porém a Gonvarri não conseguiu levantar este dinheiro nos bancos.

Como se não bastasse, o recuo do grupo da família Riberas, uma das maiores fortunas da Espanha, “deitava por terra a compra e a salvação da Abengoa”, escreveu o Jornal de Negócios.

Penúltimo capítulo desta triste ópera, segundo o Jornal português: A Abengoa tem quatro meses para negociar com os mais de 200 credores, entre os quais, três bancos portugueses, num total, dizem, de € 75 milhões.

A situação da Empresa no Brasil

No país verde e amarelo, só com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), tem uma dívida de R$ 3 bilhões de reais, segundo os veículos brasileiros de economia.

Conforme o site O Antagonista, o grupo espanhol tem sido privilegiado em operações de crédito no BNDES, que liberou R$ 600 milhões somente entre dezembro de 2014 e junho deste ano.

Segundo informações da Dow Jones Newswires, a Abengoa está encerrando suas atividades no Brasil, onde tem diversas unidades administrativas e operacionais, com sede no Rio de Janeiro.

Um dos últimos trabalhos que a empresa espanhola executava no Brasil, por meio de um contrato com o Governo Federal, era a renovação da rede de transmissão de energia a partir do município de Miracema do Tocantins, na região centro-norte deste estado, até o município de Sapeaçú, na microrregião de Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano. São quase 1.500 quilômetros de linhas. Nesse serviço, a Abenga tinha como colaboradores, prestadores de serviços e fornecedores pessoas e empresas de Tocantins, Goiás, Bahia e Piauí. Há empresas com crédito a receber no valor de até R$ 1 milhão.


Empresa fecha suas portas em Barreiras (BA). (Foto: Nova Fronteira)
Empresa fecha suas portas em Barreiras (BA). (Foto: Nova Fronteira)

E é justamente no oeste da Bahia fonde a crise da Abengoa teve efeito mais devastador no Brasil. Ao menos é o que se vê por meio da imprensa daquela região e que não se viu, ate agora, nos outros estados onde a empresa tinha serviços.

De acordo com o site do Jornal Nova Fronteira (JNF), de Barreiras, se a empresa não honrar seus compromissos, “empresas de médio e pequeno porte deverão fechar suas portas e enfrentar uma enxurrada de ações trabalhistas”.

O JNF cita o caso, entre outros, de Janyr Henrique Ferreira Cesar, proprietário de uma empresa que prestava serviços para a Abengoa desde o dia 20 de março deste ano. De acordo com ele, na manhã do último dia 26, quando seus caminhões e respectivos motoristas chegaram a porta da empresa espanhola em Barreiras, foram informados de que todos os fornecedores e prestadores de serviços estavam sendo dispensados devido ao fechamento dos canteiros de obras.

Janyr alugava caminhões, máquinas pesadas, num total de 20 unidades para a Abengoa e tem a receber algo em torno de R$ 820 mil. Ainda de acordo com ele, se sua empresa não receber esse dinheiro não vai ter como pagar seus fornecedores no oeste da Bahia, que incluem autopeças, e nem cumprir com o pagamento de funcionários e encargos trabalhistas.

– O patrimônio que demorei 15 anos para conquistar devo perder tudo só por conta dessa obra – desabafou Janyr Henrique, ao site JNF.

Igual ao caso de Janyr existem “enes” outros nos estados do Matopiba e em Goiás, gerando uma bola de neve de problemas. Esses empreendedores também têm fornecedores e prestadores de serviços, além de colaboradores precisando receber seus salários e encargos sociais.


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Empresários parceiros da Abengoa reúnem-se em Barreiras com Advogado: garantia de seus direitos. (Foto: Nova Fronteira)

Preocupado com esta situação, esses prestadores e fornecedores, muitos deles sem receber desde maio deste ano, reuniram-se, no dia 28 deste mês, em Barreiras. Na oportunidade, eles contrataram os serviços do advogado André Rodrigues Costa Oliveira, de Brasília, para representá-los na cobrança de seus créditos junto a Abengoa, evitando que eles sofram um calote que teria consequências econômicas e sociais gravíssimas em Goiás e nos estados do Matopiba.

Conforme informações de André Costa Oliveira ao site do JNF, ele vai fazer um diagnóstico sobre a situação da Abengoa em Barreiras, cujo empresariado parceiro da empresa espanhola encontra-se em estado de insegurança com a situação financeira da multinacional andaluz.


Andre Costa Oliveira, vai fazer um levantamento da real situação da Abengoa a região. (foto: Nova Fronteira)
Andre Costa Oliveira, vai fazer um levantamento da real situação da Abengoa a região. (foto: Nova Fronteira)

– Nosso primeiro objetivo é buscar uma solução junto à empresa, caso não seja possível, entraremos por meio da esfera da salva- guarda do Poder Judiciário, para que nossos clientes possam receber imediatamente o que têm direito para que possam honrar com seus compromissos financeiros e concomitantemente garantir a estabilidade dos empregos de seus funcionários, informou o advogado ao site do JNF.

Ainda de acordo com ele, situação econômica como esta deve ser coibida de imediato, uma vez que ela pode criar uma desestruturação do mercado macro e micro econômico da região.

– É fundamental atuarmos com celeridade para que o impacto seja o menor possível. É inadmissível o inadimplemento da empresa para com os fornecedores que geram empregos, pagam seus impostos e trabalham duro para manterem suas empresas – concluiu André Rodrigues.

Em Barreiras e região os segmentos empresariais mais afetados com a crise da Abengoa vão de hotéis e pousadas, lavanderias, restaurantes, autopeças, oficinas mecânicas e autoelétricas, proprietários de vans e ônibus, entre outros.

Quanto aos recursos humanos, a informação do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada e de Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), é que aproximadamente 2.000 produtores foram dispensados entre outubro e novembro deste ano na região de Barreiras. Muitos deles sem ter seus encargos trabalhistas depositados, informa o Sindicato.

De acordo com o site do JNF, o Sindicato ingressou, na quinta-feira, 26, com pedido de mediação em caráter de urgência, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), referente a demissão em massa dos trabalhadores da Abengoa

A expectativa do Sindicato é que a negociação estabeleça o auxilio financeiro, pagamento de cestas básicas por um período, cursos de qualificação profissional e de que os trabalhadores demitidos sejam contratados prioritariamente, se houver a retomada das obras, além da garantia do pagamento de verbas rescisórias e de outros benéficos dos quais os trabalhadores demitidos tem direito.

Os investimentos da Abengoa no Tocantins

A Abengoa já tem uma história de relacionamento com o estado do Tocantins, por meio de seus investimentos na reforma do linhão em questão e de encontro de negócios com seus governos.

Em maio de 2013, o então secretário especial de Promoção e Atração de Investimentos do Estado do Tocantins, do quarto mandato do ex-governador Siqueira Campos, Divaldo Rezende, anunciava que a empresa espanhola fora a vencedora no leilão de transmissão de energia realizado pelo Governo Federal.

A Empresa havia arrematado os lotes B, C e I, no qual o Tocantins é beneficiado. Este lote, informou Rezende, é composto por uma linha de transmissão de 1.761 quilômetros entre os estados do Pará e Tocantins.

– Somente no nosso Estado serão investidos 350 milhões de euros, cerca de R$ 875 milhões, gerando emprego e renda para o tocantinense, informou naquele ano, Divaldo Rezende.

Ainda segundo o então secretário, o investimento total da empresa espanhola somente neste lote de linha de transmissão de energia será de 1 bilhão de ouros, ou R$ 2,5 bilhões.


Governador Marcelo Miranda (No centro, a direita da foto), na Abengoa, em Madri: perspectivas de maisinvestimentos no Tocantins. (Foto: Secom-TO)
Governador Marcelo Miranda (No centro, a direita da foto), na Abengoa, em Madri: perspectivas de maisinvestimentos no Tocantins. (Foto: Secom-TO)

– Por tudo que já tem feito no Brasil, pela relevância de uma obra do porte do linhão que ligará o Pará a Bahia, passando pelo Tocantins, a Abengoa é uma empresa que gostaríamos de ver sua presença ainda mais forte no nosso Estado – disse o atual governador do Tocantins ao iniciar as conversações com o diretor de Relações Institucionais Internacionais da Empresa espanhola, Germán Bejarano e aos seus representantes na América Latina, Eduardo Esteban, e no Brasil, Julio Garcia Líñan, durante visita que ele fez, em junho deste ano, ao escritório da Abengoa em Madri.

Nessa oportunidade, a Abengoa expôs à comitiva do Tocantins toda a estrutura da companhia, seus campos de atuação e sua presença no Brasil. Informou ainda que, naquela época havia finalizado a preparação do Centro Logístico da Abengoa em Araguaína, no norte do Tocantins.

A empresa havia informado também a montagem dos canteiros de obras nas cidades tocantinenses de Pedro Afonso, Centenário e Lizarda e uma estrutura maior em Miracema, centro do Estado, onde a empresa construiria uma subestação para interligar a nova rede de energia ao linhão Norte-Sul.

A empresa, ainda de acordo com a Secretaria de Comunicação do Tocantins, também apresentou, como exemplo das possibilidades de negócios com o Tocantins, um caso prático de novos negócios da companhia e que segundo esta, tem tido excelente repercussão: a parceria público-privada de um hospital de 300 leitos que está sendo erguido em Manaus (AM).

Abengoa não se manifesta

Às 8h30 desta segunda-feira, 30, entramos em contato, via e-mail, com a Abengoa Brasil, no Rio de Janeiro, e de sua matriz, na Espanha, questionando-a sobre sua posição em relação aos problemas gerados nos estados do Matopiba e Goiás, em consequência de sua crise e que perspectivas ela teria para sanar esses problemas.

Porém, até o fechamento desta matéria (19h40, no horário brasileiro de verão), a empresa não havia se manifestado.

Cerrado Rural continua no aguardo de uma posição da companhia espanhola e, caso a tenhamos, atualizaremos essa informação.

Fonte: Cerrado Editora

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