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Uma reunião realizada na noite de ontem, 03, no plenário da Câmara de Vereadores de Barreiras, serviu para discutir a problemática da paralisação das obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol).

Com 1.527 quilômetros de extensão, dos quais 1.100 km passam pela Bahia, as obras da Fiol integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), do Governo Federal, com investimentos estimados em R$ 6 bilhões. Em seu trajeto original, a ferrovia deverá ligar o Porto Sul em Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no estado do Tocantins.

A falta de recursos para continuidade das obras da Fiol foi justificada pelo atraso na aprovação da Lei do Orçamento Geral da União para 2015, e pela crise que se instalou no país após os escândalos de corrupção que atingiram em cheio a base aliada do Governo Federal. Para conter a alta na inflação, que este ano deve se aproximar dos dois dígitos e em decorrência do déficit fiscal com a dívida pública, estimado em mais de 50 bilhões de reais, a União precisou reduzir significativamente os investimentos e atingiu os recursos destinados a construção da ferrovia.


O evento realizado em Barreiras contou com a presença do vice-governador João Leão (PP), e dos prefeitos de Barreiras, Antônio Henrique de Souza Moreira, Luís Eduardo Magalhães, Humberto Santa Cruz, Cristópolis, Antônio Pereira, Riachão das Neves, Hamilton Lima, Catolândia, Gilvan Pimentel e do prefeito de Cotegipe e presidente da União dos Municípios do Oeste da Bahia, Marcelo Mariani.


Com discursos inflamados e ameaçadores, os prefeitos da região, capitaneados por Antônio Henrique, prometem fechar a BR 242, caso as obras da Fiol venham apenas até a cidade de Caitité, no Sudoeste Baiano, conforme recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Ainda correm nos bastidores informações extra oficiais que para atender pedidos do Governo Chinês, que ao adquirir commodities agrícolas da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), pretende transportar via Oceano Pacífico, pelo porto que está sendo construído no Peru, utilizando a Ferrovia de Integração Centro Oeste (Fico) que está sendo pavimentada entre os Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre, o trajeto original da Fiol passaria por mudanças significativas, deixando de passar por São Desidério, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, onde estava previsto a construção de um porto seco na tríplice fronteira e também no distrito de Roda Velha, onde outro porto seco seria edificado. O novo trajeto não iria mais para Figueirópolis/TO e sim seguiria da ponte sobre o rio São Francisco, em Bom Jesus da Lapa, passando por Correntina até o município de Campinorte/GO, o que permitirá o encontro entre as ferrovias Norte Sul e a de Integração Centro-Oeste (Fico).


Em seu pronunciamento, o vice-governador João Leão, não poupou os ministros do TCU chamando-os de tapados e sem visão do futuro. “É de estranhar a atitude dos ministros do TCU, pois antes mesmos das licitações, todos os estudos de viabilidade econômica e todos os projetos necessários foram aprovados pelo TCU”, reclamou o vice-governador, lembrando que a Fiol será o elo que unirá de uma vez por toda a região Oeste da Bahia, com o restante do Estado. “Será que já esqueceram que ainda é latente no seio da sociedade oestina o desejo de criação do Estado do Rio São Francisco?”, alertou João Leão.

Fonte: Jornal Nova Fronteira.

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